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A desoras, mas cá em casa ainda andamos com jet lag.

Vi-o, não na televisão, mas no iMac através de uma aplicação muito bem esgalhada, de nome Livestation, gratuita, e excelente para quem, como eu, teima ainda em não ter televisão por cabo. Ao lado tinha alguns blogues abertos, conjuntamente com o twitter/elections. Digamos que este último arrancou-me algumas boas gargalhadas, a par de alguns momentos de horror com a estupidez chapada dos comentários.

Mas enfim… o que achei do debate? Achei que a Sarah Palin esteve melhor ali que nos restantes momentos mediáticos da semana (falo, no essencial, da famosa entrevista a Katy Kuric). É claro que isto não é extraordinariamente abonatório, pela simples razão que esses momentos anteriores foram muito, muito maus. Mas enfim, no meio de um infindável rol de frase visivelmente construídas e coladas a cuspo (como se diz, em especial em gíria educacional), lá se ouviram algumas coisitas relativamente decentes. Contudo, é também mais que visível a sua falta de preparação para o cargo. A senhora tem uma boa presença em público (i.e., é bonita e carismática), mas o seu domínio de temas é muito circunscrito. O melhor dela talvez tenham sido não cometer enormes asneiras e surgir como genuína (americana do Alaska), apesar de muito pouco experiente. Sorrir, dizer algumas piadas, falar da sua vida no Alaska e ser amigável para Joe Biden (lembremos que o seu colega… o seu chefe de equipa, John McCain, foi extremamente hostil e mal-educado no debate da semana passada com Barack Obama) bastaram para melhorar a (péssima) ideia que dela existia. Duvido, contudo, que tenha bastado para apelar ao voto dos indecisos.

E Joe Biden? Bom, para mim mostrou-se a melhor surpresa até agora destes 2 debates. No debate presidencial Obama/McCain, eu desgostei profundamente do McCain (ao ponto de me dar nojo olhar para ele, em especial pela sua postura) e não gostei por aí além da performance do Obama (achei-o calmo, extremamente civilizado, mas pouco acutilante). No debate de ontem, pelo contrário, passei a entender um pouco mais a Sarah Palin (ideias com as quais pouco ou nada me identifico, fixadas em inexperiência a par de uma enorme dose de simpatia) e a gostar de Joe Biden. Biden foi educado (em especial com a adversária), simpático (digam o que quiserem, o senhor tem um sorriso fabuloso), e — em especial — extremamente bem preparado em todas as questões, desde os direitos dos gays e lésbicas aos temas internacionais. Respondeu a todas as questões postas, de forma bem estruturada, atacando directamente John McCain.

A determinada altura apanhei-me a pensar que o Biden (com base apenas no debate de ontem) seria um bom presidente dos EUA. E certamente será um vice-presidente capaz e, muito provavelmente, essencial para Barack Obama nas questões de política externa. Não é à toa que os dois melhores momentos da noite são seus.

Num ataque às propostas de McCain para o Plano de Saúde (nota: o esquema de saúde nos EUA é talvez dos processos socialmente mais chocantes que vi até hoje):

So you’re going to have to place — replace a $12,000 plan with a $5,000 check you just give to the insurance company. I call that the “Ultimate Bridge to Nowhere.”

E o desmantelar da imagem de John McCain como maverick:

Look, the maverick — let’s talk about the maverick John McCain is. And, again, I love him. He’s been a maverick on some issues, but he has been no maverick on the things that matter to people’s lives.

(… rol de razões, bem apontadas, pelas quais John McCain não é um maverick)

So maverick he is not on the important, critical issues that affect people at that kitchen table.

A transcrição dos debates pode ser lida na CNN.com. E, já agora — as sondagens (nomeadamente a da CNN) dão o Biden como vencedor, apesar da Palin ter excedido as (muito baixas) expectativas.

Durante os próximos dias, logo veremos como o debate influenciou, ou não, as intenções de voto nos estados considerados cruciais, como o Michigan, o Winsconsin, a Florida, a Virgínia, o Ohio, o Nevada ou New Hempshire… (onde a candidatura Obama/Biden tem actualmente, na maioria dos casos, alguma vantagem).

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Note-se também que acho que a política nacional portuguesa é tão má ou pior que a americana. Mais, estou particularmente auto-satisfeita por não ter votado no partido que está no governo. (E entristecida porque tive muitíssima razão em não o fazer.) Por muitos motivos, mas em particular pelo triste comportamento em todo este processo da discussão (e votação) dos projectos que contemplam o acesso ao casamento civil a pessoas do mesmo sexo.

Diga-se que, para quem não sabe, o PS impõe a todos os seus deputados a obrigatoriedade de votarem contra esses projectos. Escuda-se num proclamado momento errado de debate para este tema… porque é fracturante, porque não consta do programa de governo… blá, blá, blá…

Enfim, porque se trata de uma minoria, e as minorias não interessam nada, não é?

Pensava eu que o cumprimento da constituição deveria ser prioridade de qualquer governo.

Para quem tem curiosidade em ver o papelinho, aqui fica:

E o pormenor:

Note-se que o voto não é meu, mas tenho um gostinho especial em pensar que cá em casa contribuímos para o fim (espero eu) do reino das bananas republicanas. 🙂

Lembram-se dos sons de erro? Ou de chegada de mensagem ao Mail.app? Pois. Às vezes são irritantes, eu sei. Outras vezes, quando levados ao extremo, podem ser supreendentemente melodiosos. A invenção (composição) é do Mike Solomon, do blogue The Cleverest. Criado no GarageBand apenas. 🙂

Paul Newman (1925-2008)

Wiki

IMDB

Os meus caros amigos da Empty Factory acabaram de lançar na App Store uma aplicação de conversão de unidades (incluindo monetárias) bem estruturada, a um preço óptimo (79 cêntimos) e com bastante futuro de progressão: a Unity.

A Unity é a segunda aplicação lançada pela Empty Factory, juntando-se assim à Invoy (para Mac), uma aplicação de facturação.

Desejo toda a sorte comercial à Empty Factory e que venham mais aplicações para iPhone / iPod Touch. Em especial querem-se aplicações que funcionem particularmente bem em ambiente europeu (e português).

Link directo para a App Store (iTunes).

Nota final: Já a comprei.

Desktop meme

Tal como os demais, e porque acho piada a esta iniciativa, aqui segue o meu desktop do momento: