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Archive for Agosto, 2007

Em inícios de Agosto o blog Mac Mojo (o blog dos programadores do Office para Mac, MacBu) anunciou o atraso no lançamento do Office 2008 para Mac. As opiniões dividiram-se então entre:

  • “Ehhh… eu preciso mesmo disso agora. Mas, enfim, acredito que o produto final seja ainda melhor.” (Versão: o crédulo.)
  • “Porra, pessoal. Vocês são incapazes de manter uma data de lançamento. A isso se chama incompetência!” (Versão: o desesperado.)
  • “Odeio-vos. Mais que a vocês, só os imbecis que me obrigam a usar o Office porque não conhecem alternativas.” (Versão: o furioso.)
  • “Fuck you all!!! Vou mudar para a concorrência já, já, já.” (Versão: o mal-educado.)

    Pois é. Há coisas que não fazem bem a ninguém. A mim também me caiu mal (embora não me tenha surpreendido), essencialmente pela razão que já mencionei aqui. E lamento, lamento profundamente, que não existam produtos da concorrência à altura (i.e. com as capacidades que alguns dos produtos do Office têm).

    O Keynote do iWorks bate aos pontos o PowerPoint e eu nunca toquei no Entourage (está desactivado no meu Office), mas ainda dependo do Excel que, sem ter a facilidade de uso (ou a beleza) do Numbers, tem muitas mais capacidades e maleabilidade. Eu tentei mudar, juro que tentei, mas na equação “hábito + capacidade + rapidez + integração” o Excel continua a ter muito maior valor para mim.

    O Word?! Ah, o Word… Durante algum tempo não o utilizei, substituindo-o pelo Mellel que é um excelente editor de texto, mais fluído e que não engasga nos Mac (em particular nos Mac Intel). Mas o Mellel tem uma enorme falha para mim: as tabelas. A construção de tabelas no Mellel é (passo a expressão) “a pain in the butt”! A isto se acrescenta a impossibilidade importar tabelas do Excel. Significado? Quando uso o Mellel em trabalhos que incluem tabelas demoro o triplo do tempo e tenho metade do resultado. Portanto, para a tese, pelo menos, continuarei a fazer a edição de texto no Word. (A escrita é feita no Scrivener, onde tudo é muito mais organizado. Entretanto saiu uma nova versão do Mellel com melhoramento das tabelas, mas ainda não testei… e agora já vai tarde para a tese.)

    Bom, mas isto tudo a propósito do último post do Mac Mojo. Nele é anunciado o Art of Office, um site onde os utilizadores do Office podem colocar as obras artísticas que fazem com o Word, o Excel e o PowerPoint. Boa ideia? Talvez noutra realidade.

    Lembram-se acima quando eu mencionei as várias versões das reacções ao atraso do Office 2008? Agora os crédulos são uma minoria à beira de extinção e os desesperados tomaram conta dos comentários (com ocasionais incursões dos furiosos e dos mal-educados). Como pode o grupo MacBU estar tão desligado do mundo de utilizadores que serve?! Toda a gente está à espera do Office 2008, que sofre um atraso de pelo menos seis meses (veremos se não é mais), e a equipa de programadores resolve lançar um site (de concepção duvidosa, na minha opinião) sobre as brincadeiras que se pode fazer com o Office?! Onde estão as prioridades, perguntam. É andar a comprar uma guerra com os utilizadores.

    A título de notas finais:

    Penso que se o “Art of Office” tivesse sido anunciado logo após o lançamento do Office 2008 a reacção seria outra. Mas tal só aconteceria se realmente a equipa MacBU tivesse ouvido os berros que lhes são gritados ao ouvido constantemente. Parece que não é o caso.

    O que divide a equipa da Apple e a do MacBU é, exactamente, o contacto com os utilizadores. E assim há atrasos que são perdoados (o Leopard) e outros que não (o Microsoft Office 2008). Chamem-lhe o que quiserem — marketing, política — neste momento, isso não interessa nada.

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  • Prólogo da estória nerd

    Hoje o xkcd tem uma tira que me deixou extasiada (1): como as equipas se portam ao fazer compras (2).

    xkdc_comic

    (Original aqui.)

    Cheguei à conclusão que cá em casa a nossa equipa é uma equipa mutante.

    Porquê?

    Porque quando vamos às compras de supermercados baloiçamos entre o «não nerd + não nerd» e o «nerd + não nerd». Entre o «vamos despachar a coisa no menos tempo possível» e o «e se comprássemos mais um gelado ou dois? preferes este ou aquele? este é mais caro, mas muito melhor» (3)(4). No entanto, quando se trata de qualquer coisinha tecnológica o diálogo é invariavelmente mais complexo.

    (Prefiro a segunda definição, obrigada.)

    Nerd em acção

    Por exemplo — Há coisa de um mês atrás decidi que era tempo de trocar de impressora. A minha Epson CX6400 andava a engasgar e a impressão era desbotada. Não admira: foi comprada em 2002 e já vai com muitas horas e trabalhos em cima. A função de digitalização, embora ainda funcionasse bem, era leeeeeeeenta. Dava para pôr o papel a copiar, ir tomar um duche e voltar mesmo a tempo de ver o fim da tarefa. Estava na altura de comprar uma nova, em especial para imprimir a &%$ da tese.

    Cá em casa a reacção foi: “Acho bem. Vais fazer uma pesquisa na net para ver as avaliações, não é?” Pois. Já é hábito.

    Durante uma semaninha lá andei a pesquisar drivers, capacidades, tamanhos, rapidez, etc. em tudo o que era impressora. Evitei as HP (velha história de ódio de estimação) e não me apetecia uma Epson. Pensei numa laser, mas após um dia a matutar a ideia, descartei-a essencialmente porque preciso das capacidades de digitalização. Uma laser multifunções é muito cara e comprar uma impressora e um scanner separados é atafulhar o escritório que, já hoje, é curtinho para o que lá está.

    Voltando à pequisa. Andei pela CNet, pelos fóruns Mac, googlei bastante, pesquisei o que havia disponível em Portugal e acabei por compor uma lista de duas impressoras, ambas Canon: os modelos Pixma MP510 e MP600. A diferença de preço entre as duas era de c. 50 euros. As diferenças técnicas eram ao nível da rapidez, resolução, número de tinteiros e capacidade de imprimir sobre CD/DVDs.

    Primeiro decidi-me pela MP510; apesar de tudo era muito mais barata e as diferenças técnicas não justificavam o gasto extra. (Com o dinheiro posso comprar o novo teclado da Apple.) Mas depois fiz nova ronda pelas avaliações disponíveis. A MP600 reúne muito mais consenso, com a grande maioria dos utilizadores a tecerem-lhe os melhores elogios.

    Os problemas de uma nerd

    Depois cometi a leviandade de comentar isto com o meu amigo Pedro Telles, que logo me disse: “Compra mas é uma laser. A longo prazo são melhores e gastam menos.” E pronto… lá entrei numa nova fase de reavaliações. Mais pequisas na net.

    Passado um ou dois dias cheguei à mesma conclusão a que já havia chegado há uma semana atrás (!): perante as minhas necessidades e capacidades, a jacto de tinta multifunções é a melhor escolha.

    “Uma MP600, se faz favor” — ou como passar uma manhã no trânsito

    Finalmente, este passado Sábado lá fui ao Office Center de Faro fazer a comprinha. Malfadada ideia! Ir numa manhã de sábado com chuva a Faro é meter-me em filas a torto e a direito. Toda a gente se enfia do Fórum Algarve! Uma viagem que normalmente leva 15 minutos transformou-se num tormento de uma hora em que eu andei por tudo o que era caminho para evitar o tráfego.

    Ao menos o Office Center estava capaz em termos de populaça. (E infelizmente reorganizado, com tudo fora do sítio do costume.) Claro que aquela malta que trabalha por lá não é de enorme competência — há para tudo — mas após cerca de meia hora saí com uma Canon MP600, um cabo USB (que eu já sabia não vir com a impressora: raio dos sovinas!), e um tinteiro preto de alta capacidade extra. Descobri, entretanto, que a MP600 é tão avantajada como a Epson CX6400 (por momentos tive a esperança que tal não acontecesse). Alas!

    Nerd redux

    Depois foi chegar a casa e passar umas horinhas a instalar a dita, mais os drivers, mais o software, mais a ligação ao Airport para a tornar wireless (5).

    Avaliação após uns dias de uso: belíssima impressão a preto (a cores ainda mal testei), digitalização ultra-rápida (em 10 segundos já está), design bonito, silenciosa q.b. E tem um tabuleiro inferior de alimentação de folhas que é muito mais jeitoso que a feiosa alimentação pelo topo.

    We are the champions, my friends…

    Conclusão final: estou muito satisfeita.

    Conclusão final sobre a conclusão final: compensa ser nerd! 🙂

    ***

    Notas:

    (1) Existe uma razão de proporcionalidade entre andar stressada e a capacidade de reacção a outras coisas que não envolvam desenhos.

    (2) Reparem bem na última figura e os computadores que por lá andam. 😀

    (3) Os Hagen-Daz em Portugal custam, pelo menos, o dobro do preço dos EUA. 😦

    (4) O Magnum Essence é muito bom. 🙂

    (5) Só a impressão é wireless; alguém sabe se a digitalização também o pode ser?

    Nota extra: Este post é dedicado ao Mário Lopes. Senti-me um pouco culpada depois de ler este post dele aqui. No meu caso, culpo, como sempre, a &%$&% da tese! 😉

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    Ainda mal recuperámos do último e já temos que marcar novo evento no calendário (iCal para muitos): 5 de Setembro no Moscone West em San Francisco, às nossas 18:00.

    A Apple acabou de mandar convites via email (o meu ainda não chegou — eu já verifiquei o spam várias vezes) para o acontecimento. As apostas estão feitas: será um evento dedicado aos iPods e ao iTunes.

    apple_event_img

    (Via AppleInsider e Macworld)

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    phd_comic

    Clicar na imagem para ver tamanho original. (PHD Comics)

    … mas de uma coisa estou certa. O meu valor F’d é muito elevado.

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    … e pontos de interesse com elas relacionadas.

    map_online_communities

    Fonte: zkcd (clicar aqui para ver tamanho original).

    Há mentes com uma enorme imaginação. E o xkcd é um dos meus webcomics preferidos.

    PS. Sou alegre habitante do Blogipelago.

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    (fonte)

    E a AT&T ameaçou: “Do not release your software — or else!”

    Mais sobre o assunto no Engadget.

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    Vídeo do Leopard no YouTube

    No YouTube foi disponibilizado um vídeo que supostamente corre quando o Leopard (build 9A527) é instalado:

    Nice… (E, sim, o português anda por lá.)

    (Via TUAW.)

     

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