Sou uma orgulhosa utilizadora de Mac de há cerca de um ano para cá. Foi ver e tocar num Mac mais de perto e escorraçar, quase de imediato, o meu PC (“personal crap”) para o quarto do meu filho de 6 anos. Ele ficou contente e eu, mais contente ainda, comprei um MacBook Pro. O meu MBP não é perfeito, eu sei; mas, pela primeira vez em muitos anos de “computar,” ganhei grande amizade por uma máquina.
Aproveitei uma ida aos EUA e comprei-o por lá. Ficou-me cerca de 600 euros mais barato, mesmo optando pela garantia extra de três anos. Como é da primeira geração, teve — claro — alguns problemas. Ruídos e zunidos a mais e uma bateria que prontamente inchou e criou chatices. Contudo, nos EUA a assistência é tipo relâmpago: aproveitei quatro dias de folga, mandei o meu amado MBP para arranjo e — zás! — mal voltei tinha o bicharoco à minha espera, de interior renovado.
Passado uns meses voltei para Portugal. O MBP portou-se bem durante um ano até que o carregador (a tal “magsafe”) decidiu “dar o berro.” Primeiro carregava intermitentemente, depois colocou os corninhos — ou seja, os fios — ao sol e a pouco e pouco foi trabalhando pior e pior.
Antes que o bom do carregador pifasse de vez e me deixasse apeada em semana de árduo trabalho (livra!), resolvi accionar a garantia e telefonei (via Skype) para o suporte Apple dos EUA. Muito solicitamente disseram-me que — sim — estava dentro da garantia e me enviariam o carregador para uma morada nos EUA (para o estrangeiro não, explicaram). Fiz alguns cálculos e deduzi que o carregador (com a tal paragem numa morada nos EUA, de amigos) demoraria dez dias a chegar cá. Tudo bem, pensei… Mas não! Em menos de dez dias o meu carregador danificado tinha que ser entregue na Apple EUA. Isso significava ficar sem MBP (sem bateria, pois o danificado, mas ainda funcional, carregador estaria a caminho dos EUA) cerca de 5-7 dias. Isto se tudo corresse bem e não existissem problemas de alfândega. Era muito arriscado.
Como sabem não há loja Apple em Portugal! Na Apple EUA aconselharam-me, então, a recorrer à loja de Espanha. Assim fiz. Mas, infelizmente, o Skype não funciona para o número de contacto deles e a chamada telefónica normal deixou-me pendurada tanto tempo que desisti. Telefonei então para a Apple do Reino Unido. Por lá, extremamente prestáveis, disseram-me que mo enviariam, mas antes disso aconselharam-me a contactar um dos centros técnicos portugueses, pois a troca também poderia ser efectuada assim. Porreiro, pensei. Talvez a assistência em Portugal seja possível (algo que me havia constado como horrenda).
Telefonei à MacBit aqui em Loulé e passei por lá com o computador e carregador. Extremamente atenciosos e prestáveis (até café me foi servido), disseram que sim, efectuariam a troca. Calculavam que o carregador de substituição demorasse cerca de três a quatro dias a chegar. Bom, pensei, lá terei que aguentar o “coxinho” mais uns dias.
Passou uma semana. Nada. Duas semanas. Nada. E o meu carregador pifou de vez… com direito a cheiro a queimado e tudo. Telefonei para a MacBit que me disse andar a telefonar regularmente para o fornecedor e que, de lá, diziam haver ruptura de “stocks.” Olha que porreiro! E logo numa coisa tão estranha de comprar (e manter em sobejo “stock”) como um carregador para um MacBook Pro.
Sabem o que me safou por agora?! (E me permite estar aqui a blogar.) A boa vontade da MacBit em emprestar-me um carregador até que o meu chegue.
Pois é. Finalmente senti na pele a incompetência dos fornecedores de material Apple em Portugal.
Talvez para a semana.
Talvez.
Pode ser que sim.
Mas duvido.
—-
Imagem de uma “magsafe” com problema semelhante:
Nota 1: Por falar nisso, parece-me que a golinha entre a tomada e o fio é, actualmente, um pouco mais longa. Parece-me bem.
Nota 2: Um amigo sugeriu que eu comprasse um novo carregador enquanto espero pelo que me é devido. Ora balelas! Para que gastaria eu c. de 100€ se paguei uma garantia extra para prevenir estes casos?!







Também me aconteceu o mesmo à minha MagSafe… fiquei dois ou três meses sem tocar no Macbook… e agora o disco pifou… estou à duas semanas com um emprestado também por uma empresa, a xTok…
Depois de uma experiência frustrante como essa que contou, não deve estar nada disposta a receber comentários que impliquem alguma crítica, mas descanse que não vou discordar do seu ponto de vista. Escrevo-lhe apenas para lhe pedir o favor de verificar que o termo “usuária”, no sentido que lhe dá no texto, usa-se em Espanha e, infelizmente, no Brasil, por causa dos países de língua espanhola que o cercam e que fazem os brasileiros ser permeáveis à adopção de palavras espanholas quando as temos em português com o mesmo significado. É o caso de “utilizadora”, que é a nossa plavra para “usuária”.
Já agora, se não abusar da sua paciência, talvez lhe possa pedir para rever o termo “sunido”, no mesmo texto.
Peço desculpa pela invasão.
Obrigao dpelo tempo dispensado.
Aurélio Moreira
Espero que a sua MagSafe chegue depressa, Cenourinha.
Aurélio — seja bem-vindo e obrigada pelas dicas. Há erros que passam por mais que os tentemos evitar. Nem lhe conto a quantidade de vezes que luto (comigo mesma) pelo uso de palavras em português, em vez do uso (habitual) do inglês.
A utilização do termo usuária não foi uma permeabilidade aos vocábulos usados no Brasil (ou em Espanha), mas antes uma tradução apressada do inglês (que leio e falo mais de metade do tempo cá em casa). Julgo que, como no meu caso, essa permeabilidade no Brasil deriva dos EUA e não de Espanha.
“Por vezes a pressa é inimiga da perfeição”… tal como a sua última frase deixa também antever.
Caramba, esse problema do Magsafe realmente é uma lástima! Comigo aconteceu e, pior, meu Macbook Pro (também da primeira geração) já estava fora da garantia. Como aqui no Brasil é tudo caro, compro essas coisas no eBay. O meu carregador saiu por cerca de 80 dólares, com frete e tudo, vindo de Hong Kong. Agora felizmente não tive problemas com a bateria. O que me incomoda é o tal zunido ao qual você se refere – consertaram o seu?
Quanto ao que o Aurélio disse, bem, não sei qual fonte ele usa para dizer isso. É notório o isolamento do Brasil quanto ao resto da América Latina – isolamento cultural, linguístico, social, etc. Somos tão rodeados por países de língua espanhola quanto Portugal (duh!), e a absorção de palavras espanholas dá-se, quando muito, no Rio Grande do Sul. Usuário é termo usado no Brasil desde sempre, e é vocábulo da língua portuguesa – apenas não utilizado aí tanto quanto aqui. Não entendo a observação por uma questão tolinha dessas…
Ah, parabéns pelo blog! Extremamente simpático!
Oi oculos –
Bem-vindo. Especialmente se percorreu milhares de quilómetros para aqui chegar.
O zunido foi parcialmente corrigido (nos EUA) e estou à espera de uma peça (cá em Portugal; portanto, devo ter mais cabelos brancos quando isso acontecer) para finalizar o zunido de vez.
Quanto à discussão “usuário”/”utilizador” — é um facto que cá em Portugal o segundo é muito mais usado em contextos de informática. No meu caso, como expliquei na resposta ao comentário do Aurélio, foi um caso de tradução da palavra “user”, que quotidianamente utilizo muito mais (“username”, etc.).
Resolvi fazer uma pesquisa pelos dicionários cá de casa e, curiosamente, “usuário” é um termo mais antigo que “utilizador.” Se não me engano, o português do Brasil utiliza raízes terminológicas mais antigas do que o nosso. Há quem diga que por isso é mais puro (por mais semelhante ao português antigo). Não sei se a vossa utilização da palavra “usuário” deriva deste facto ou de uma importação linguística do termo “user” inglês. Eu penso que talvez o último caso seja o mais provável. Em qualquer caso, não me parece de todo que seja do espanhol. (Não que eu tenha algo contra o espanhol, que até acho uma língua muito aprazível.)
mac2: puxa, o que será que fizeram para acabar seu zumbido?
Bom, eu não sei se veio do inglês – acredito eu que não, até porque a palavra “utilizador” quase nunca (pra não dizer nunca) é usada aqui, em contexto algum. É usuário de drogas, usuário de computador, usuário de serviços bancários, etc…
Um abraço!
Ah. Então a termo dever estar associado à utilização mais antiga do termo. Não me espanta tendo em conta o que eu referi anteriormente.
Tenho estado a gostar desta troca de ideias, oculos. Duas cabeças pensam melhor do que uma, em especial se uma delas (neste caso você) sabe bem do que está a falar (afinal, é no Brasil que o termo “usuário” é mais utilizado).
Uma das minhas colegas na Universidade é brasileira. Acho que lhe vou perguntar se ela sabe algo sobre o assunto.
Quanto ao zumbido, julgo que está relacionado com a placa do monitor (ou qualquer coisa do género; “hardware” não é o meu forte). Os Centros de Assistência Apple sabem do que se trata e podem resolver o caso. É claro que quem já tem o Mac fora da garantia vai pagar um dinheirão.
PS. Desculpe o erro no seu nome no comentário anterior… já está corrigido.
Pois é, mas o zumbido tem desaparecido – acontece apenas quando uso o mac na bateria. Vamos ver se melhora com o tempo (doce ilusão minha)!
P.S. O espaço está muito aconchegante mesmo!!! Parabéns!!
“Quem espera sempre alcança” e “Quem espera desespera.”
A primeira é sempre melhor, oculos.
Boas!
Também tive um problema semelhante com o magsafe do meu macbook pro, praticamente de um dia para o outro deixou de funcionar, embora não tenha chegado ao estado que o dessa foto chegou ^^
Mas tive sorte, não com a loja onde comprei a máquina, mas sim, junto ao representante da apple em portugal. Disponiblizaram-me um novo no mesmo dia em que receberam a queixa.
Ah, parabens pelo blog!
Olá, Isa –
Que sorte! Finalmente alguem com uma boa experiência com os representantes da Apple em Portugal.
Obrigada.
[...] Mai 24th, 2007 by mac2 Ainda não há novidades sobre a substituição da minha magsafe (ver aqui). [...]
Por acaso quando tive um problema com o carregador do Powerbook (uma semana depois de comprar) fui à FNAC e queriam trocar-me o computador inteiro.
Achei que era um exagero (e tinha ficheiros confidenciais no dito) e exigi que me trocassem apenas o carregador, pois existiam carregadores à venda.
Depois de muita discussão (são SKUs diferentes, como se fosse o fim do mundo!) lá fizeram o que pedi. Enfim.
Isa,
És uma mulher de sorte
.
[...] Demorou, mas foi. (Inclusivé, fiquei sem o MacBook Pro durante 30 horas para o arranjo.) Agora vou esperar uns dias para ver como tudo funciona. [...]
OI, estou querendo comprar um MACKBOOK PRO, moro no Brasil e penso em comprar um no exterior por ser mais em conta, gostaria de saber quanto fica um em REAIS por aí ? Se puder me ajudar, serei grato!
Me adicione no MSN, se possível. heudson_nobrega@hotmail.com
Abraço!
Oi Heudson –
Na realidade não o aconselho a comprar um computador Apple em Portugal. Até porque o segundo ano de garantia só funciona se tratar do arranjo nos centros de assistência portugueses. Terá mais sorte se viajar até aos EUA e o adquirir lá (a diferença de preço deve cobrir a viagem).
De qualquer forma, deixo aqui uma ligação para a FNAC Portugal, que tem praticado alguns preços mais em conta:
http://www.fnac.pt/
(Para fazer a conversão para reais, use o http://www.xe.com/)
humm… na verdade eu penso em comprar nos EUA, te perguntei pois você tem acesso aos preços de lá, na verdade uma pessoa iria trazer pra mim, mas eu gostaria antes de saber quanto fica mais ou menos em reais…Eu não perguntei a essa pessoa ainda pois ela mora aqui no Brasil e não tem conhecimento do preço, aí ela vai viajar pra lá e vai trazer para mimo NOTE. Fora o preço, eu queria saber também se tem algum problema em a pessoa trazer o NOTE como se fosse de lá, na mão mesmo… e as outras coisas ( carregador, fio, etc) na mala. Nenhum problema né pra passar ?
Os preços dos Macs podem ser vistos no site oficial da Apple:
http://store.apple.com/
Em reais, não faço a mínima idea. Tem que usar um conversor monetário.
Eu não tive qualquer problema em passar com o meu na alfândega portuguesa, mas estive nos EUA vários meses e ele já não vinha embalado (trazia-o na mão, dentro de uma mala de computador).
“15.4″
* 2.2GHz Intel Core 2 Duo
* 1440 x 900 resolution
* 2GB memory
* 120GB hard drive1
* 8x double-layer SuperDrive
* NVIDIA GeForce 8600M GT graphics with 128MB SDRAM
Ships: 5-7 business days
Free Shipping
$1,999.00 = R$3,798.24
E aí, o que você acha, vale a pena mesmo eu investir nele ? Quais as vantagens e as desvantagens que você viu nele ?
Abraço!
O meu é primeira geração e tinha alguns problemas. Os actuais são melhores.
Se tem a possibilidade de o adquirir assim e poupar dinheiro, não olhe para trás. Verifique se compensar comprar também a garantia AppleCare de 3 anos (c. 35o dólares). É válida internacionalmente, o que incluí o Brasil… qualquer problema é coberto durante esse tempo.
Mas se eu precisar dessa garantia, terei que enviar para de novo, ou aqui tem alguma assistência ?
A assistência é internacional. Válida para o Brasil, Portugal, EUA, Japão e todos os locais onde existirem representantes oficiais da Apple. Qualquer problema poderá ser tratado pela Apple Brasil.
Outra coisa, neles eu posso usar o WINDOWS ? É complexo de instalar nesses MACKS ?
[...] em Portugal é o que se vê aqui e aqui e outras histórias por [...]
@ Heudson Nóbrega
Podes instalar Win (XP/VISTA) e Linux facilmente e ter todos os sistemas na maquina, com a escolha no boot.
@ mac2
Parabéns pelo Blog e seu respectivo conteúdo, eu sou um utilizador Win/Linux e recentemente ando a namorar o mundo Mac . Já andei a testar o novo Mac OS X (Intel/AMD) e fique muito satisfeito.
E claro estas complicações que uns passam, servem de exemplo para os outros.
Mas realmente em Portugal o mundo Mac é lixado pelo que tenho visto e a situação deve ser culpa nos importadores, gostava de saber o que anda a “travar” a evolução Mac em Portugal…
Ainda bem que emprestaram o carregador enquanto não vêm , sempre podes utilizar o computador .
eu comprei um ipod touch há 2 meses e o ecra tactil tem problemas disseram me que telefonando para um numero e depois indo a Macbit em Loulé seria mais rápido que entregar a fnac para arranjar , espero que o meu ipod nao demore muito porque só tem 2 meses e nunca pensei que um aparelho da apple se estragasse em tao pouco tempo.
bjs